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Rita Ciotta Neves / José Manuel Lopes, Babilónia. Revista Lusófona de Línguas, Culturas e Tradução, Universidade Lusofona de Humanidades e Tecnologías, Lisboa, número 001, 2003, pp. 147-162.

A Babel feliz «Babelix, Babelux [...] ex Babele Lux» (2003)

Paolo Fabbri, nascido em Rimini, a 17 de Abril de 1939, é um dos semiólogos mais importantes no panorama académico italiano. Actualmente é o Director do DAMS na Universidade de Bolonha, onde é também docente do cadeira de Semiótica da Arte. Ensinou nas Universidades de Florença, Urbino e Palermo, assim como na École des Hautes Études en Science Sociales, em Paris; na Universidade da Sorbonne e no College International de Philosophie; na Universidade do Califórnia em São Diego; assim como noutros países, tais como: Austrália, Canadá, Espanha, Brasil e Argentina. Foi fundador do Centro de Semiótica de Urbino e foi um dos principais colaboradores de A. J. Greimas, em Paris, onde dirigiu, igualmente, o Instituto Italiano de Cultura. Desenvolveu uma intensa actividade nacional e internacional através de numerosas publicações e actividades de pesquisa. Presentemente, é o representante italiano na International Association of Semiotic Studies.
Da sua extensa lista de publicações, gostaríamos de realçar os seguintes livros: Abbozzi per una finzione dello cura [Esboços para uma Ficção da Cura] (1995), La Svolta Semiotica [A Viragem Semiótica] (1998), Elogio di Babele [O Elogio de Babel] (2000), Semiotica in nuce [O Advento da Semiótica] (2000). Fabbri também participou em inúmeras conferências e colóquios e escreveu um grande número de artigos sobre as várias áreas da semiótica.
No livro Elogio di Babele, de onde se retira a presente tradução, o autor pretende «traduzir» alguns momentos da actualidade segundo uma perspectiva de Comunicação. Babel é vista como uma metáfora do lugar que permitiu o comunicação e a tradução entre as mais diversas línguas.
O pensamento mais inovador de PaoIo Fabbri está bem representado numa das suas obras mais importantes, La svolta semiotica, onde o autor distingue duas vertentes na semiótica contemporânea: 1) A semiótica representada por Saussure e Barthes (a semiótica neo-humanista) e 2) a semiótica representada por Pierce e Eco que ele designa de «semiótica científica». A primeira estaria do lado de uma critica da ideologia dominante e a segunda representaria uma história estrutural do signo. Fabbri não opta nem por uma nem por outra destas vertentes, mas considera que o obiectivo mais importante do semiótica é o de concentrar-se nos mecanismos da significação, isto é, a semiótica deverá ser vista como um Organon, como uma «caixa de ferramentas» ao serviço de todas as ciências sociais, porém, sempre através de uma análise textual, entendendo-se como texto, todos os objectos com significado social e culturalmente pertinentes, como por exemplo, obras escritas, pinturas, monumentos, filmes, mitos, modas, códigos jurídicos, etc.
Esta posição tem-no confrontado, muitas vezes, com as teorias de Umberto Eco. Segundo Fabbri não podemos continuar a pensar na semiótica apenas como um estudo da linguagem oral ou escrita, mas deveremos alargar esse estudo a outros tipos de textos, tais como, por exemplo, os Estudos Antropológicos e/ou Sociais, e sobretudo aos textos icónicos. Gostariamos de finalizar esta pequena introdução com uma frase de Roland Barthes que, para Fabbri, ilustra bem o lugar actual da semiótica; «Quando um discurso, pela sua própria força, acaba par derivar para o não-actual, subtrai-se a qualquer forma de gregarismo e pode tornar-se no lugar, apesar de exíguo, de uma afirmação.»

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